Re descobrindo.
O quadril
sutilmente rebolava, a cabeça pendia suave ao som do violão, ela queria
levantar e dançar, rodopiar nos braços
do tocador, mas sem tocador não havia música e o destino quis assim, ele sempre
tocador, ela sempre bailarina...
A música
surgia na hora embalava o amor, tranquila, reservando surpresas.
Era o gesto
de carinho, que dava força ao amor? Por quanto tempo ainda?
Quando
fechava os olhos, cansada, ela sentia, o lábio desenhando seu cangote.
Os braços
em volta da sua cintura, fazendo seu sorriso nascer no canto da boca, e ela
escondia para não dar ousadia.
Antes de
ser sua, preciso ser minha.
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particulas de poeira...