Você cresceu comigo, vivendo nossas vidas amadurecemos. Para sempre, nos melhores e piores momentos. Parando para pensar eu nunca questionei muito se concordava com a pessoa que você estava se tornando, mas não é sobre isso. O que exatamente você precisava? Não sei, você não me dizia, então eu busquei dar meu jeito de estar por perto. Nos meus piores pesadelos, você faz parte do pequenino grupo de pessoas que foram, meus motivos para "voltar" dos buracos escuros onde eu me metia, dentro das minhas tristezas. Eu confesso que eu evito pensar na falta que sinto, mas mesmo fingindo que ela não existe, parece um corvo que bica o meu coração, em algum momento do dia. Sabe o que é mais louco? é a primeira vez que eu aceito que senti uma dor é algo bom, apesar de triste. Eu não faço ideia se isso vai durar, mas se durar, sentir sua falta, e ficar triste com isso, é o jeito que encontrei, daquela outra vez, em te manter perto de mim de alguma forma. Eu não compreendo a sua dor, aind...
Acabo de assistir Nyad, um filme sobre uma mulher de 64 anos que realiza um sonho. 34 anos depois. 6 tentativas depois. um abuso sexual na adolescencia de quem ela admirava, seu treinador, depois. Terminei o filme com o rosto encharcado. hoje foram tantas, tantas lembranças do passado, que tomei notas de algumas. umas mais antigas que outras. Eis que me lembrei do ceu escuro na manhã de 20 de fevereiro de 2023, quando embarquei no taxi em direção ao aeroporto de Funchal. "vai ficar tudo bem" o Kenny, falou no meu ouvido, ao se despedir. E eu entrei no taxi chorando. vi o dia nascer, de dentro do taxi. me despedi da Ilha no escuro, estava frio. O voo atrasou bastante e tive medo de perder a conexão em Lisboa, a fila da imigração estava completamente VAZIA, como se o caminho de volta ao Brasil estivesse livre. Eu não sentia o coração dentro do peito. fui assistindo um filme que não me lembro qual foi, quando cheguei ao Brasil, esperando Dino e Luana, eu abraçada nas malas, ch...
um quadro entortado, uma pintura de uma Alana adolescente, uma blog que tem 13 anos de existência. e eu continuo trouxa, talvez um pouco menos, escrevendo com pressa, cheia de erros, para ninguém. eu já tinha entendido que ninguém viria me salvar. Eu carregava uma dor imensa por achar que a história era sobre a princesa abandonada que jamais seria salva. eu me embolei na minha raiva, eu deixe ela me enlaçar suavemente pelo cangote e que delícia ter minha raiva tão perto. Então fui abraçada pelo abandono, que colo gostoso. Uma princesa que já foi abandonada não precisa temer mais nada, ela já está fadada a liberdade de ser só. não é sobre ser salva. Não é sobre ter sido abandonada. a história sempre foi sobre aceitar minhas asas. Sobre entender o amplo conceito de livre arbítrio. sobre ser simples dentro. mais uma vez, eu te amo.
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particulas de poeira...