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te encontrei no rascunho escrito em 22.06.2022 pq te escrevi? já não lembro

 em muito pouco tempo volto, sufocada. um pressão no peito, um choro insistente. nessas horas eu nada faço além de observar a enxurrada de emoções que me atravessam. Não me apetece gritar. Não me apetece correr. Choro porque transbordo, não porque quero. o que está acontecendo? não estou em lugar nenhum. por favor, me ajude.  olhe para o passado, 

ter medo e não parar por nada.

 Cansaço de resistência, resistência vem com a mudança que resulta num desconhecido. observando o que está acontecendo. eu comecei a escrever esse texto em fevereiro, quando estava decidindo mudar de país. Hoje em Maio, eu mudei. E agora penso como seria minha vida se a vida me convidasse a mudar de novo?  Algo em mim ainda sente dificuldade de arriar as malas, de sentir-se completamente em casa, isso quando penso nas paredes, no chão, no teto, nas janelas, na arrumação do banheiro.  Acabo de me dar conta, que quero chegar em casa, antes mesmo de construir uma relação com ela. Como alguém que busca "um príncipe encantado" prontinho para ser "feliz para sempre", estou buscando a casa do feliz para sempre, como se ela já estivesse prontinha, me esperando. Toda relação é uma construção, o que me faz temer construir uma relação com "minha casa, meu lar"? " e se eu não ficar" me lembro de um apartamento que morei com meus pais e eles reformaram todinh...

Mais uma vez, eu te amo.

 um quadro entortado, uma pintura de uma Alana adolescente, uma blog que tem 13 anos de existência. e eu continuo trouxa, talvez um pouco menos, escrevendo com pressa, cheia de erros, para ninguém. eu já tinha entendido que ninguém viria me salvar. Eu carregava uma dor imensa por achar que a história era sobre a princesa abandonada que jamais seria salva. eu me embolei na minha raiva, eu deixe ela me enlaçar suavemente pelo cangote e que delícia ter minha raiva tão perto. Então fui abraçada pelo abandono, que colo gostoso. Uma princesa que já foi abandonada não precisa temer mais nada, ela já está fadada a liberdade de ser só. não é sobre ser salva. Não é sobre ter sido abandonada. a história sempre foi sobre aceitar minhas asas. Sobre entender o amplo conceito de livre arbítrio. sobre ser simples dentro. mais uma vez, eu te amo.

Saudades de mim.

 Vivo com constante saudades da minha solidão. buscando a liberdade de criar raízes, sem saber o que fazer. as perguntas estão todas respondidas. o problema existe? se sim, aonde? nas perguntas?  quando foi que perdi o rastro das perguntas que me levavam aonde eu queria ir? eu já sei o que tenho que fazer. e ainda assim, não sei de nada.

Já escuto meus sinais.

 Alguma coisa está preste a acontecer, meu corpo sente, meu útero abre espaço. O que me aguarda afinal? me sinto feliz.

Quando me permito enlouquecer um pouquinho.

 Eu sempre soube, que enlouqueceria um pouquinho... e eu não sei o que fazer. não importa o caminho, eles disseram. Escuto uma bateria francesa, tocada nos lençois maranhenses.... Por que não vem? Escolhi não me anestesiar. Escolhi senti, pensar, encarar; foi o que sobrou, ou é o começo?  até quando?

Raízes ao vento.

 meu florescimento deu brotos bonitos, ao redor do meu coração. e agora é preciso reorganizar espaço, é preciso mais chão. eu já não sinto mais frio por dentro, mesmo quando me escondo, tem uma chama ardendo no peito que faz minha caverna interna ser um dos melhores lugares do mundo.  Mesmo quando a ventania dos pensamentos sequestram o silêncio da minha sabedoria, já não me perco de mim, apenas me dou espaço. estou mudando de novo, e mudando mais uma vez. Estou indo para uma casinha que há muito sonhava, mas era de outra pessoa. Engraçado como a história é a mesma em dimensões diferentes, com desfeixos diferentes. apesar de estar na sua frente, não te pertenço, nem tu me pertence e olho para o que um dia eu quis ardentemente e sorrio porque agora tenho certeza de que vou embora. No momento em que consegui o que eu nem sabia que esperava, fico de frente para tu e vou embora. existe simplicidade mais torta que a minha? não digo a nossa, porque pelo menos nessa vida, você não me...