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F. Pessoa.

e Agora? É prudente abandonar o alvo,aquietar o espírito, alimentar o juízo e seguir em frente. Duas vidas, almas, se encontram de modo singular, podendo até dançar só pelo olhar. Um gesto cortês, se cumprimentar e abandonar o salão. Era tão longe onde eu estava, e estava ali, sem querer sair, mesmo assim. Falar era tão desnecessário, preferia olhar, olhar, até decifrar seu silêncio. No silêncio de alguém existe tantas possibilidades! Nas palavras não ditas, podem ser benção, podem ser malditas, melhor de tudo é que calado, aqui do meu lado, imagino a poesia que eu quiser. Ai, ele hoje não me disse nada, ficou me olhando de longe, voltando para o lugar de onde sempre existiu. Estava entretido com outras pessoas, suas ondas mal encontraram meus olhos. "Oh mar salgado, quanto do teu sal, são lágrimas (minhas) de Portugal?"

Frenesi

Excitação, inquietação no espírito, Frenesi. No início só os meus dedos, agora meu corpo todo tremia discretamente pela vontade de escrever. Eram muitos olhos, e eu queria mergulhar neles. Observar tudo que tinha para ser visto, até ver por dentro. Um par deles, estava dilatados, mesmo no fundo marrom. As vezes a realidade é por hora tão chata, que é necessário imaginar estrelas, e delas vem a vontade de despir a sociedade, deitar e olha para elas por horas. Estou em abstinência de céus estrelados, de vagalumes dourados, de mato. Roubaram meu silêncio e meu drama. Quem vem comigo para o paraíso dos loucos insanos?...meus dedos ficaram mudos.

Vixi, o que será, que será?

Veio a morte, a ausência, o medo, a culpa, a saudade. Ela veio e eu não tinha mais onde colocar o meu amor, joguei então para o infinito, e os raios de sol, ou gotas de chuva, viraram lembranças de abraços passados, no futuro. Em outros casos, Veio a vida, torta e partiu uma elo forte. Me pergunto se partiu, se folgou, se elasteceu. Se partiu,  não tem choro, nem reza que restabeleça ao próximo do que um dia foi? Se elasteceu, não tem jeito e será sem jeito  nosso riso daqui para frente? Se folgou, não é só dar um abraço apertado com amor que resolve? Vixi, não faço ideia.

onde eu coloquei a minha alma?

eu acho que esqueci onde coloquei minha alma. O dia surrupiou as horas diante dos meus olhos e tudo que fiz foi dormir. Não estava dentro de mim, para afagos, para abraços, para sorrisos. Minha voz era menos que música ambiente de elevador. As vezes a gente tem que se perdoar para continuar vivendo. Eu olhei para queda d'agua e sabia que queria continuar com a alma suja. Não queria me reencontrar nos meus olhos. De alma lavada,  ainda nem encarei o espelho. Quando jogada na água pensei que poderia afundar e lá no fundo encontrar o que perdi. Não sou nem um pouquinho santa, menos ainda qualquer coisa que lembre a perfeição, mas tudo ao redor me mostrou como nada, de nada sei mesmo. E é dura essa queda, quando você acha que chegou à algum lugar, qualquer que seja e percebe que escorregou em porra nenhuma. o silêncio daqui me fez escutar algo que eu não estava preparada. Estava completamente surda, para o silêncio de mim mesma. Já gritei, sem me escutar, já falei bobagens, best...

"Late mais alto, que daqui eu não te escuto"

Não tinha troco, para o reboco malfeito, que fez na própria alma. A marteladas destruiu a beleza da calma, do amor vivido de verdade. Queria curti como se ainda tivesse todo tempo do mundo. Curti sem o compromisso com o coração que ia sobre o mesmo teto. Absurdo, ela não tinha cada com isso.

Teorema de perguntas.

Sair ou dormir? Ceder ou fugir? Chorar ou fingir? Amar ou partir? Analisar e mentir? Saber e calar? Morrer, sem matar? Iludir?

Anala

Azeda Lúcida Aguada Nada A louca. Alegre Leveza Acesa Na cama Amada. Antes Louca Atrás da Navalha, do que, Amarga. Olhei meio zonza para as cinco letras que juntas apontam quem sou A L A N A. Tenho cara?